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Criar valor com inovação: mas que inovação e que valor?

Inovação é muito mais que uma ideia brilhante que surge num estalar de dedos ou num clique de interruptor ou em um momento de Eureka!. Até para essas ideias geniais surgirem, é necessário um mindset, um ambiente e, principalmente, uma estratégia de inovação

Para criar uma estratégia de inovação geradora de valor, algumas (na verdade, muitas) perguntas devem ser feitas e refeitas ao longo do trabalho. Vamos começar com duas:

  1. Que tipo de valor quero gerar?
  2. Em que tipo de inovação preciso investir?

Que valor você quer criar com a inovação?

Uma forma interessante de pensar inovação é pensar qual valor queremos criar com ela. Ou seja, qual é o objetivo de uma ideia. Podemos pensar em pelo menos três:

  1. Melhorar a qualidade do produto, melhorar sua usabilidade, acrescentar funções – os clientes podem se interessar em pagar mais por isso. 
  1. Reduzir o tempo ou baratear custos de produção ou distribuição, diminuindo o preço final também é uma forma de gerar valor. 
  1. Há ainda o valor social acoplado a uma inovação: redução de poluição, melhoria da qualidade de vida da população etc.

Todos esses são valores importantes e válidos. Em muitos casos, precisam ser pensados de forma complementar. Por exemplo: se uma inovação vai baratear muito o custo, mas vai causar impacto ambiental, ela pode representar um custo muito maior de confiança no médio prazo. 

Mas definir as prioridades de valor para a sua empresa e como ela vai se diferenciar e posicionar perante à concorrência ajuda a direcionar esforços.

Então chegamos à segunda pergunta:  

Que tipo de inovação você precisa agora? 

Inovação é tudo aquilo que surge como resposta a um problema, necessidade ou ao questionamento: “como isso poderia ser melhor?”. E aí, a inovação pode ser uma graaande mudança ou uma melhoria simples (nem por isso menos importante, fique claro!). 

Nesse sentido, podemos pensar em inovação em duas dimensões: a inovação tecnológica e a inovação no modelo de negócios. 

Inovação tecnológica e/ou de modelo de negócios?

Avalie sua ideia de inovação potencial e responda: o quanto ela se adapta com o modelo de negócio atual da empresa e com suas capacidades técnicas? 

A partir dessa análise, podemos situar a necessidade de inovação no “Mapa da Paisagem da Inovação”, desenvolvido por Gary Pisano. 

mesma base tecnológicarequer nova matriz tecnológica
requer novo modelo de negóciosDISRUPTIVO
uma nova forma de oferecer um produto 
ARQUITETÔNICA
uma mudança de tecnologia que impacta também o modelo de negócios
aproveita o modelo de negócios atualDE ROTINA
uma nova geração do produto, melhorias
RADICAL
desafio tecnológico: muda o produto, mas não a forma de oferta/venda
fonte: https://hbr.org/2015/06/you-need-an-innovation-strategy

Conhecendo os 4 tipos de inovação 

Veja qual dos tipos de inovação melhor dialoga com a oportunidade ou problema identificado no seu segmento.

 1. Inovação disruptiva

É uma nova solução que rompe com um modelo de negócios e inaugura outro, sem alterar a tecnologia de produção. 

Exemplos: software livre continua sendo software, mas com códigos abertos; plataformas de streaming mudaram a forma de oferecer filmes, afetando o modelo de negócio da locação de DVDs, mas os filmes continuam os mesmos. Da mesma forma, os aplicativos de carona como Uber foram uma inovação disruptiva em relação aos táxis. Mas a tecnologia continua sendo o carro. 

2. Inovação radical 

No extremo oposto dessa paisagem, temos as inovações tecnológicas desconhecidas até então, que podem impactar o mercado sem mudar o modelo de negócios.

Exemplos: o cabo de fibra óptica mudou a qualidade e velocidade da internet. Da mesma forma, os avanços em biotecnologia mudam a forma de pesquisa e produção de remédios, mas a forma que eles chegam ao público ainda é a mesma. 

3. Inovação arquitetônica

Já a inovação arquitetônica é aquela que muda a base tecnológica e também o modelo de negócios. 

Continuando no exemplo da indústria farmacêutica, temos o avanço da medicina e de tratamentos personalizados. Nesse sentido, o avanço da biotecnologia e da genética abre espaço para um novo modelo de negócios com tratamentos “sob medida”. 

Outro exemplo é o surgimento das imagens digitais, que exigiu uma inovação arquitetônica de empresas como Kodak e Polaroid, que tiveram que mudar a base tecnológica de suas câmeras e ainda descobrir novas formas de lucrar no mercado (sem depender tanto de papel fotográfico e químicos de revelação).

4. Inovação de rotina ou incremental

A inovação de rotina ou incremental é quase inerente a empresas com mindset inovador. É a melhoria constante, dentro da mesma base tecnológica de produto ou de modelo de negócios. 

Por exemplo: as melhorias que surgem a cada modelo de carro ou celular, bem como aquelas que tornam o atendimento ao cliente melhor. 

É a resposta constante a sobre como posso ser melhor dentro dos valores escolhidos pela empresa. Aqui entram formas de ser mais sustentável, de atender melhor, de promover a qualidade de vida de equipe de funcionários e de clientes, entre outras. 

4 benefícios da estratégia de inovação para a criação de valor

Apostar na estratégia de geração de valor pela inovação pode proporcionar ao seu negócio: 

  1. Oportunidade de ampliar o público e conquistar novos mercados 
  2. Possibilidade de se tornar referência no seu segmento
  3. Maior lucratividade 
  4. Diferencial competitivo

E adivinha só como sabemos de todos esses benefícios!? Porque os vivenciamos na prática, conectando inovações de diversas startups com oportunidades da Raízen.  

Como você pode ver, não se trata de apostar em apenas um tipo de inovação, mas sim de ver a que se encaixa no momento atual do mercado e de cada empresa. Muitas dessas inovações podem ser complementares na mesma companhia. 

Por exemplo, o iPad foi uma inovação radical no primeiro momento, seguida de várias inovações de rotina ou incrementais a cada novo modelo. 

Outro exemplo, mais próximo da nossa realidade: a produção de energia a partir de fontes diferentes (solar, biomassa etc.) pode representar mudanças radicais. Ao mudar a forma de distribuição desse novo tipo de energia (ouvi mercado livre de energia?), chegamos a inovações arquitetônicas na empresa. Tudo isso gera valor na nossa estratégia de sustentabilidade e redefinição do mercado de energia. 

A geração de valor não é só percebida por nós e pela companhia, mas também por milhares de pessoas impactadas direta ou indiretamente. São soluções na área agrícola, de mobilidade, inteligência de dados, carreira profissional, enfim, são múltiplos terrenos atingidos pelo Pulse, que levam inovações reais para o cotidiano das pessoas.

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