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Futuro do açúcar: os avanços das startups para alimentação doce e saudável

O açúcar, ingrediente milenar e versátil, enfrenta desafios para se adaptar às novas demandas do mercado. Consumidores cada vez mais conscientes buscam alternativas mais saudáveis, sem abrir mão do sabor e da funcionalidade. Essa busca impulsiona uma corrida por inovações entre startups, que desenvolvem soluções para reinventar o açúcar e atender às expectativas do público moderno.

Como hub de inovação da Raízen, a maior empresa exportadora de açúcar do mundo, nós acompanhamos essas pesquisas e inovações com atenção.  Conheça alguns dos trabalhos que estão sendo desenvolvidos mundo afora, e as inovações que estamos promovendo aqui também.

Inovar para quê? 

As inovações na produção de açúcar caminham para diferentes objetivos: da maior sustentabilidade e transparência nas etapas de produção ao desenvolvimento de alternativas menos calóricas ou nutricionalmente mais interessantes.

Redução de calorias e açúcares: não é de hoje que o mercado busca alternativas sintéticas ou naturais para adoçar alimentos sem elevar o valor calórico. Desde 2023, adoçantes como sacarina, sucralose, aspartame, stevia e derivados são contraindicados pela OMS para uso contínuo de controle de peso. Nesse sentido, adoçantes naturais, como eritritol e xilitol, ganham espaço por oferecerem doçura sem o impacto calórico do açúcar tradicional.

Funcionalidade e benefícios à saúde: enriquecimento com vitaminas, minerais e fibras prebióticas transforma o açúcar em um ingrediente com propriedades funcionais, promovendo bem-estar e saúde.

Sustentabilidade e impacto ambiental: a busca por processos de produção mais limpos e eficientes, com menor uso de recursos naturais e menor emissão de carbono, é fundamental para atender às demandas do consumidor consciente. 

Neste último quesito, a Raízen é uma das líderes em inovação, com processos cada vez mais sustentáveis certificadas internacionalmente pela Bonsucro. Uma das inovações mais recentes da empresa é o rastreamento do açúcar não-geneticamente modificado. A tecnologia de rastreamento utiliza blockchain para assegurar que o açúcar comercializado não passou por transgenia.

3 Startups na vanguarda da inovação do açúcar

A corrida das foodtechs em busca do açúcar mais saudável reflete a importância do tema mundialmente. Destacamos algumas inovações que chamaram nossa atenção por aqui:

Oobli: a startup americana produz proteínas doces com sabor semelhante ao do açúcar, mas até 5 mil vezes mais doce. Os estudos iniciais indicam que não há alteração sanguínea com o consumo, pois a quantidade da proteína necessária para adoçar alimentos é ínfima. Essas proteínas são retiradas de cerca de 12 frutas encontradas principalmente na África Ocidental e outros ambientes equatoriais.

A empresa já comercializa chocolates e chás gelados adoçados com essas proteínas doces.

Ambrosio Bio e Bonumose: essas duas startups (a primeira israelense e a segunda americana) desenvolveram enzimas para fermentar e dar escala comercial à produção de açúcares raros e de baixíssimo índice glicêmico. A primeira consegue fazer isso com a alulose e a segunda com a tagatose. Esses açúcares naturais são encontrados em frutas como maçã e cacau, porém em baixa quantidade. A extração deles em si seria insustentável ambientalmente, mas as enzimas patenteadas pelas startups promovem a fermentação desses açúcares, reduzindo o custo e mantendo o ingrediente tão puro quanto nutritivo.

DouxMatok: a tecnologia da startup israelense promove a redução do consumo de açúcar a partir do próprio açúcar de cana e foi destaque na revista Time. O que eles fazem em laboratório é uma espécie de revestimento das moléculas que otimizam o contato da doçura com as papilas gustativas. Segundo os desenvolvedores, as moléculas normais de açúcar tendem a “se perder na boca”, sem serem percebidas. Esse revestimento, que não é considerando uma alteração genética, permite o melhor aproveitamento da doçura com menor quantidade. 

Com isso, a startup consegue reduzir entre 30 e 60% a necessidade de açúcar da indústria alimentícia sem afetar o sabor. 

O açúcar Raízen no Brasil e no mundo

O portfólio da Raízen conta com praticamente todos os tipos de açúcares do mercado: desde açúcares líquidos, refinados e cristais até orgânicos e o VHP (Very High Polarization). Este último é o tipo de açúcar mais exportado do país, que por ser um produto bruto pode ser usado como matéria-prima para refino e diversos outros processos. 

Nosso açúcar é usado na produção de alimentos, bebidas e até medicamentos.  Não é à toa que estamos sempre de olho em oportunidades de tornar nosso produto cada vez mais interessante para as demandas globais. A inovação com a rastreabilidade de processos sustentáveis e grãos não-OGM é um exemplo disso. 

No Pulse, estamos sempre alertas a inovações e possíveis parcerias. Você tem ou conhece uma foodtech que se interessa pelo futuro do açúcar? Queremos conhecer você! 

VEM PRO PULSE!

Referências:

https://unitedwithisrael.org/israeli-food-tech-startup-to-make-sugar-taste-twice-as-sweet/

https://www.bbc.com/portuguese/articles/cxx39gyk8d9o

https://www.douxmatok.com/

https://oobli.com/

https://revista-fi.com/noticias/todos/ambrosia-bio-e-ginkgo-enzyme-desenvolvem-processo-enzimatico-escalonavel-para-alulose 

https://revista-fi.com/noticias/todos/ambrosia-bio-e-ginkgo-enzyme-desenvolvem-processo-enzimatico-escalonavel-para-alulose

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Definição de metas para startups: começando o ano com o pé direito

Quantas vezes você já entrou no fluxo de definição de metas na virada do ano e acabou abandonando ainda no primeiro semestre? Esse é um comportamento muito comum e repetitivo, mas por que será que isso acontece?

Segundo estudo realizado pela Sociedade Latino Americana de Coaching, menos de 8% dos brasileiros conseguem cumprir as metas estabelecidas em janeiro. E, quando o cenário é corporativo, as temidas metas, em sua maioria, também não são atingidas.

O resultado dessa falta de foco se mostra na taxa de mortalidade das startups. De acordo com um estudo realizado pelo Núcleo de Inovação e Empreendedorismo da Fundação Dom Cabral, pelo menos 25% das startups morrem com um tempo menor ou igual a um ano.

Gestão ineficaz, falta de estrutura ou de direcionamento? A conclusão do estudo é que há indícios de que esse insucesso esteja relacionado a problemas como a falta de adaptação e inovações necessárias no mercado.

Para sanar esse tipo de problema e garantir a segurança da sua startup, a definição de metas pode fazer uma grande diferença. Neste conteúdo, vamos te ajudar a organizar prioridades e definir um plano estratégico eficiente para o 2024 do seu negócio.

Vamos lá?

Mitos e verdades sobre as metas de final de ano

Em um ecossistema de inovação e tecnologia, em que cada passo conta, estabelecer metas não é apenas uma boa prática, mas uma necessidade para as startups. 

No entanto, ao mergulharmos nesse universo desafiador, nos deparamos com mitos que podem deturpar o caminho para o sucesso. Vamos desmistificar algumas dessas ideias e conferir o que é mito e o que é verdade, ajudando sua startups a se destacar.

  1. “Metas ambiciosas são sempre inalcançáveis”

Há quem acredite que quanto mais ambiciosa é a meta, mais difícil será alcançá-lá. A verdade é que metas desafiadoras podem impulsionar a criatividade e motivar equipes, transformando-se em catalisadores para inovação e crescimento expressivo.

  1. “Metas são estáticas e imutáveis”

Em um cenário tecnológico em constante evolução, a rigidez nas metas é um luxo que não podemos nos dar. Neste sentido, a flexibilidade é uma aliada.

Adaptar metas conforme as mudanças tecnológicas ocorrem não apenas é sábio, mas muitas vezes é a chave para se manter à frente da concorrência.

  1. “Metas são apenas números no papel”

A verdade é que isso depende muito das ações colocadas em prática para chegar ao objetivo. Metas podem transcender a frieza dos números. Elas devem ser pulsantes e tangíveis, impulsionando ações significativas. 

Um bom planejamento estratégico tem como base ações concretas que alimentam o ciclo de inovação e contribuem para o desenvolvimento sustentável da startup.

  1. “Metas são exclusivamente individuais”

O mito da jornada solitária na definição de metas precisa ser desfeito. Neste cenário, a cultura colaborativa, em que cada membro da equipe contribui para o estabelecimento e a realização de metas, é a força propulsora por trás das startups mais bem-sucedidas.

Mitos dissipados e verdades apresentadas. Agora novas estratégias práticas e acionáveis colocam sua startup em direção a metas tangíveis e realizáveis. E, para começar a colocar a mão na massa, que tal definirmos as metas da sua startup para o próximo ano?

Como definir metas estratégicas para 2024?

À medida que nos aproximamos do final de mais um ano, surge a oportunidade de olhar para frente e planejar os passos cruciais para o futuro da sua startup em 2024. Visualize, por um momento, os objetivos ambiciosos que sua equipe pode alcançar, as conquistas que estão à vista e a inovação que você pode liderar no próximo ano. 

Definir metas estratégicas não é apenas uma formalidade, é a chave para o sucesso sustentável e a vantagem competitiva que você tanto almeja. 

Partindo para a ação, vamos traçar essas metas, desvendando o processo prático e essencial das OKRs para sua startup.

Definindo OKRs para sua startup

Mas, afinal, o que são OKRs?

Partindo da releitura da gestão de metas (Management by Objectives, ou MBO) de Peter Drucker, OKR (Objectives and Key Results) é um sistema de metas coletivas e individuais.

É conhecido pela reavaliação recorrente e a colaboração para conversão das metas globais de uma organização. Este sistema motiva o trabalho em equipe e alinha a empresa com seus colaboradores.

Simplicidade, foco e transparência na comunicação, popularizaram esse conceito, principalmente entre empresas de tecnologia no Vale do Silício. E como colocar esse sistema em prática na sua startup?

Estabeleça objetivos claros

Comece definindo objetivos claros e realistas, eles devem ser ambiciosos, mas alcançáveis, proporcionando uma visão clara para onde sua startup deseja ir. Se pergunte: o que queremos alcançar?

Desdobramento em Resultados-Chave (RCs)

Uma vez definido o objetivo, desdobre-o em resultados-chave (RCs) específicos. Esses são marcos mensuráveis que indicam progresso em direção ao objetivo principal. Crie passos tangíveis que, ao serem alcançados, contribuam para o alcance do objetivo.

Mensuração e Acompanhamento Constante

Defina métricas específicas para cada resultado-chave. Essas métricas são os indicadores-chave que ajudarão a medir o progresso. Regularmente, acompanhe essas métricas para avaliar o desempenho e fazer ajustes conforme necessário. Esse passo é crucial para garantir que a startup esteja na direção certa para atingir seus objetivos.

Flexibilidade e ajustes

Esteja aberto à flexibilidade. Se ficar claro durante o processo que certas estratégias não estão gerando os resultados esperados, esteja disposto a ajustar os resultados-chave. A adaptação tem um importante papel na hora de responder a mudanças no ambiente de negócios e garantir a eficácia dos OKRs.

Compartilhe e envolva a equipe

Comunique os OKRs de forma transparente para toda a equipe. Garanta que todos os membros compreendam como seu trabalho contribui para o resultado e, assim, para o objetivo geral. Estabeleça reuniões regulares para discutir o progresso, alinhar estratégias e receber feedback.

Celebre as conquistas e aprenda com os desafios

Ao atingir um resultado significativo, celebre as conquistas com a equipe. Da mesma forma, se um objetivo não for alcançado, utilize isso como uma oportunidade de aprendizado. Analise o que funcionou e o que não funcionou, e aplique essas lições para melhorar as abordagens futuras. 

Benefícios da definição de metas para sua startup

A definição de metas é mais do que uma prática comum, ela é o que sustenta o crescimento e o sucesso da startup. Ao estabelecer metas claras e mensuráveis, sua empresa desfruta de benefícios que impulsionam o desenvolvimento sustentável e promovem uma cultura de inovação. 

Esses benefícios incluem:

  • Direcionamento estratégico
  • Motivação e engajamento
  • Mensuração de desempenho
  • Adaptação a mudanças
  • Atração de investidores e parceiros
  • Cultura de inovação

A definição de metas não apenas guia estrategicamente a equipe, mas também impulsiona a motivação, fornecendo métricas claras para avaliação de desempenho e capacitando a startup a se adaptar rapidamente às mudanças.

Vamos ver a seguir alguns exemplos de sucesso quando o assunto são as metas estratégicas.

Exemplos de startups de sucesso com metas definidas

Mas será que a definição de metas já trouxe benefícios reais para startups de sucesso? Algumas empresas não apenas traçaram caminhos claros para seus objetivos, mas também demonstraram como a definição de metas pode ser um diferencial competitivo no cenário empresarial. 

Vamos explorar alguns exemplos inspiradores de startups que alcançaram o topo, impulsionadas por metas claras e ambiciosas.

  • Airbnb: com o objetivo de ajudar e reservar experiências de viagem únicas, a empresa conseguiu oferecer aos seus clientes uma plataforma on-line que conecta viajantes a hosts.
  • Slack: criado para tornar a comunicação mais eficiente e funcional, a empresa conseguiu criar uma plataforma de mensagens que integra a outras ferramentas de produtividade.
  • Stripe: pagamentos facilitados, esse é o objetivo da Stripe. Para oferecer isso, a solução foi um modelo de pagamento que pode ser integrado a qualquer site ou aplicativo.

E aqui no nosso hub também temos startups inspiradoras, que utilizaram a definição de metas como um propulsor para o sucesso. Acesse nossa página e conheça cases que estão fazendo a diferença!

Conheça alguns cases de sucesso do nosso hub!

Sua startup no Pulse em 2024

E como falar de metas de final de ano sem mencionar o crescimento das startups dentro do nosso hub de inovação?

O Pulse tem como principal objetivo energizar negócios inovadores e moldar um futuro muito melhor, com soluções inteligentes e eficientes. 

Somos o ponto de encontro de startups, universidades, investidores, executivos e organizações de diversos setores. É aqui que muitas ideias e oportunidades surgem, respondendo às necessidades de desenvolvimento da Raízen e do ecossistema de inovação.

Partindo daí, vamos entender a seguir o que o Pulse faz por aqui e como ele pode ajudar a sua startup a crescer ainda mais.

O que o Pulse pode fazer pela sua startup?

Se a sua startup está buscando alcançar objetivos ainda maiores, o Pulse pode te ajudar! Por aqui nós atuamos com todas as áreas da Raízen e ainda:

  • Possibilitamos a conexão com diferentes players do mercado.
  • Facilitamos a implementação de pilotos ao oferecer mentorias e dicas de quem entende o mundo das startups.
  • Capacitamos e aprimoramos as equipes por meio dos eventos promovidos pelo Pulse, tanto online quanto offline.

Nossa metodologia

Até aqui nós pontuamos fatores importantes para o Pulse e o desenvolvimento sustentável que construímos no hub. Mas e se em 2024 a sua startup se tornasse parte da mudança?

O processo de triagem das startups parceiras compreende quatro etapas: a imersão, o screening, a qualificação e a validação.

Lembrando que na etapa de construção e validação do piloto, aproveitamos para medir resultados, construir e aprender, um ciclo constante.

Piloto bem-sucedido e sinergia comprovada? Agora, sim, a startup pode virar fornecedora Raízen! 

E lembre-se: estamos sempre em busca de ideias inovadoras que queiram fazer a diferença. Então, se a sua startup está buscando se desenvolver ainda mais e crescer com parcerias estratégicas, defina o Pulse como meta em 2024.

Acesse nossa página exclusiva e saiba mais! 

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Empreendedorismo em tempos de Geração Z

A Geração Z já está no mercado. Seja no papel de empreendedora, cliente ou colaboradora, é importante prestar atenção nessa turma que já nasceu num mundo de internet massificada. Inovadora, flexível e comunicativa e exigente, a Gen Z promete trazer mais dinamismo para os fluxos de trabalho. 

Com essa galera, os valores pessoais também influenciam no comportamento profissional. Então, se você está querendo conquistar jovens parceiros para seu negócio e/ou consumidores Gen Z, mas não sabe como resolver o problema da falta de engajamento, algumas mudanças e inovações nos processos podem ajudar.

Neste artigo, vamos traçar um panorama de como esses jovens prometem impactar o mercado. Partindo para a parte prática, vamos te ajudar com algumas dicas valiosas para engajar ainda mais essa geração e se manter inovando neste período de transição geracional.

Vamos lá?

Pegada empreendedora ao longo das gerações

O instinto empreendedor mudou muito ao longo da história, impactando de formas diferentes as gerações anteriores, seja em mudanças econômicas, culturais ou comportamentais. 

Voltando algumas décadas no tempo, mergulhamos nas distintas abordagens empreendedoras das gerações anteriores, desde os Baby Boomers até os Millennials, seguindo para a transição dos Gen Z.

Baby Boomers (Nascidos entre 1940 e 1959)

Os Baby Boomers, forjados em um período pós-guerra, buscavam por estabilidade em seus empreendimentos. Graças a isso, o empreendedorismo muitas vezes estava vinculado à criação de empresas tradicionais e à construção de carreiras sólidas. A busca por segurança no emprego era uma característica marcante, com muitos optando por trajetórias profissionais longas em uma única empresa.

Geração X (Nascidos entre 1960 e 1979)

Alguns anos mais tarde, a Geração X, confrontada com mudanças tecnológicas significativas, testemunhou o início da globalização. O empreendedorismo nessa época frequentemente era uma resposta à necessidade de flexibilidade e à autonomia. A ascensão de startups e o advento de novas tecnologias marcaram esse período, representando uma transição em direção a mentalidades mais independentes.

Geração Y/Millennials (Nascidos entre 1980 e 1994)

Já os Millennials, testemunharam a ascensão da internet e a revolução da informação. Empreendimentos nessa era começaram a incorporar a tecnologia de maneiras inovadoras. Coworkings, startups digitais e a busca por propósito nas carreiras tornaram-se características marcantes. A Geração Y destacou-se pela busca de significado no trabalho e pela quebra de paradigmas tradicionais.

Transição para a Geração Z (Nascidos entre 1995 e 2010)

Chegamos a Geração Z, nascida em um mundo totalmente digitalizado, herdando a proeza empreendedora de suas predecessoras, mas com uma abordagem singular. Ao crescerem como verdadeiros nativos digitais, esses jovens empreendedores trazem uma visão global, uma propensão natural à inovação e uma ênfase renovada na responsabilidade social.

Partimos de períodos onde a sociedade era de Baby Boomers idealistas e revolucionários, em um período pós-guerra e chegamos a uma evolução notável nas mentalidades empreendedoras com os jovens da geração Z. Agora precisamos entender o padrão de comportamento desses jovens e como eles influenciam nas tomadas de decisão.

Geração Z: características e o padrão de comportamento

Verdadeiros adeptos da praticidade, responsáveis, autodidatas e extremamente realistas e lógicos. Esses são os nascidos na Geração Z, segundo estudo realizado pela empresa de consultoria, McKinsey. Os Zs são hiperconectados e buscam mais pela qualidade de vida, do que o retorno financeiro, diferentemente das gerações anteriores.

Mas, não se engane, eles investem alto em suas habilidades e no crescimento profissional, mas nesse sentido o foco maior é no propósito de suas ações. Com sua carga idealista forte, tem o desejo intenso de mudar o mundo, por isso a responsabilidade social mescla com todas as áreas da vida.

Quando o assunto é comportamento, eles têm total confiança no seu potencial de resolução para problemas globais. Neste cenário, se tornam consumidores mais exigentes, que se preocupam muito mais com a experiência obtida, do que com o produto ou serviço adquirido.

Segundo relatório da plataforma de pesquisa Through Exchange, 81% dos brasileiros da Geração Z acreditam carregar a responsabilidade de contribuir positivamente à comunidade em que vivem.

Além disso, a diversidade e a inclusão são itens básicos de necessidade para essa geração, ainda mais do que para a anterior. De acordo com um estudo realizado pelo Twitter, 60% dos GenZ costumam seguir marcas nas redes sociais.

Neste cenário, 55% do público confia em grandes marcas que se posicionam sobre pautas sociais em alta e 85% concordam que as empresas devem tomar atitudes positivas em prol da sociedade.

Como a mentalidade das novas gerações impacta nos negócios?

Quando refletimos sobre o comportamento e as características do empreendedor da Geração Z, identificamos repercussões significativas nas práticas empresariais. No contexto tecnológico, essa geração, caracterizada por sua natividade digital, impulsiona a demanda por inovações tecnológicas nas empresas. 

Por exemplo, organizações que incorporam tecnologias emergentes, como inteligência artificial e realidade aumentada, se destacam ao atrair consumidores da Geração Z, que são muito exigentes quanto à experiência digital.

No ambiente de trabalho, a flexibilidade se tornou uma prioridade para essa geração. Trabalho remoto, versatilidade nos horários, relações descontraídas e leves não apenas atendem às suas expectativas, como também promovem maior satisfação e retenção de talentos.

Qual é o propósito da sua empresa?

E, assim como na vida pessoal, nos negócios o Gen Z busca por propósito e sustentabilidade. Portanto, empresas que adotam práticas sustentáveis e entendem e praticam sua responsabilidade social corporativa são percebidas como autênticas e atraentes por essa geração. O alinhamento de valores torna-se um fator determinante na escolha de marcas e empregadores.

Comunicação aberta e colaborativa

Como anda a comunicação na sua empresa? Para a Geração Z uma comunicação transparente e autêntica é crucial para estabelecer uma conexão sólida e conquistá-los. Com uma abordagem franca e honesta em suas comunicações, tanto internas quanto externas, a construção da confiança entre o jovem empreendedor e a empresa, colabora para cultivar relacionamentos duradouros.

Diversidade geracional não pode ser um desafio com essa geração. Promover ambientes de trabalho que facilitem a colaboração intergeracional é fundamental. A Geração Z, reconhecendo a diversidade de perspectivas, traz uma enorme disposição para aprender com colegas de diferentes faixas etárias, contribuindo para uma cultura organizacional mais rica e inovadora.

Dicas para engajar parceiros e encantar consumidores Gen Z

Agora que você já entendeu o que um empreendedor da Geração Z está buscando e promete agregar ao mercado de trabalho, que tal algumas dicas para impactar ainda mais esse público e atraí-los para a sua marca?

Aqui estão algumas iniciativas para te ajudar a girar a chave:

  • Aposte na defesa dos valores da sua marca.
  • Seja autêntico. De acordo com uma pesquisa do Google, 64% dos jovens entrevistados disseram que são impactados por um vídeo de marca, quando ele é autêntico e fala a verdade sobre a empresa, refletindo a realidade.
  • Agregue dinamismo e entretenimento. Eles querem mudar o mundo, sim, mas de forma divertida.
  • Saiba se comunicar de forma correta, clara e instigante. Não basta entregar as soluções perfeitas, a linguagem faz toda a diferença.
  • Essa geração tem desejo de pertencimento buscando os mesmos propósitos e valores da comunidade que estão inseridos.
  • Use e abuse de inovações tecnológicas para impactar nas experiências.

E lembre-se que essas iniciativas e ações precisam fazer parte da sua cultura, nada forçado. Não dá para fingir uma cultura sustentável ou afirmativa, por exemplo, se esses pilares não pertencem a sua marca.

Geração Z em destaque: TOP 3 GenZ com iniciativas inovadoras 

Mas afinal, quem são esses jovens empreendedores que estão ditando tendências em meio a transição geracional atual?

Vamos conhecer a seguir alguns dos Under 30 elencados pela Forbes, que estão revolucionando e provando que mesmo jovens, os GenZ já estão preparados para mudar o mercado.

Thiago Waddington e o banco digital para os GenZ

Movimentando um mercado formado por 49 milhões de brasileiros, que juntos movimentam cerca de R$ 76 bilhões por ano, mas não têm dinheiro guardado e nem poupados para uma emergência. 

Thiago junto com seus sócios João Pedro, Mateus e Sophie, criaram a fintech Z1, apostando em uma educação financeira para a independência financeira sem percalços no meio do caminho.

Veja reportagem sobre a iniciativa e suas inovações no Valor Econômico.

Filipe Soares e o crescimento da Fiber Citrus

Filipe desenvolveu sua própria linha de pesquisa, apostando na casca de laranja e resíduos das fábricas de suco, para criar outros processos alimentícios e fibras prebióticas. 

E em 2021, depois de apresentar sua estrutura de negócio para um grupo de investidores, nasceu a Fiber Citrus, uma linha de produtos de fibras funcionais com propriedades espessantes, emulsificantes e nutritivas. Sua utilização é voltada para panificação, carnes ou substitutos e bebidas, entre outros segmentos da indústria alimentícia.

Conheça mais sobre a iniciativa no InvestSP.

Callebe Mendes e a fintech milionária Zapay

Partindo para o universo das fintechs, Callebe Mendes fundou aos 20 anos a Zapay, empresa que propõe soluções para economizar tempo e dinheiro dos proprietários de veículos. 

Em 2022, a fintech expandiu ainda mais sua maturidade financeira, fechando parcerias com empresas como Sem Parar, Porto Seguro, Picpay, ConectCar, Itaú e Santander, atingindo um volume de 150% de crescimento em transações, chegando a mais de R$ 600 milhões.

Conheça mais sobre a Zapay no site oficial.

Essas e outras iniciativas ganharam as páginas da Forbes como empreendedores mais brilhantes com 30 anos ou menos, dando ainda mais foco ao potencial das novas gerações. 

Por muitas vezes, é dentro do universo das startups, que a inovação e as mudanças geracionais começam a ganhar espaço. 

Aqui no Pulse a inovação dos jovens empreendedores também têm seu espaço garantido. Temos orgulho de nos posicionarmos como marca formadora, que investe em soluções inovadoras para mudar o cenário brasileiro.

Quer conhecer algumas iniciativas que estão fazendo a diferença por aqui?

Acesse e se conecte

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Colaboração entre startups: como firmar contratos de parceria

Startups se encontram com potencial de entregas únicas: Agroclima PRO, spin-off da Climatempo, Arpac, @Tech, Cromai e InCeres . Cada empresa tem um serviço de última geração com previsões que aceleram a tomada de decisão na lavoura.

O local onde elas se encontram é o Pulse, hub de Inovação da Raízen, e é assim que começa uma história de parceria e colaboração no ecossistema de startups.

Mais do que contar cases de sucesso (que tanto nos orgulha!), o objetivo deste artigo é compartilhar os aprendizados e os cuidados necessários numa parceria empresarial. 

A colaboração entre startups é uma alternativa promissora, mas é crucial que seja segura e vantajosa para todas as partes. Quer ver como? Continue a leitura:

A importância do contrato

Uma parceria que se preze tem que ser boa pra todo mundo! O objetivo primordial de uma parceria entre empresas é possibilitar o crescimento conjunto. 

Em termos mais concretos, isso pode acontecer por meio de 1) redução de custos de infraestrutura, 2) compartilhamento de clientes ou mesmo 3) a oferta de produtos mais complexos. 

As intenções são ótimas, mas é importante oficializar essa relação por meio de um contrato de parceria empresarial ou comercial. Assim, evitam-se dores de cabeça no futuro.

Um contrato de parceria entre empresas é diferente de um contrato de prestação de serviço ou de uma sociedade, por exemplo. Afinal, são objetivos diferentes. 

No contrato de parceria, é preciso alinhar direitos e responsabilidades de cada parte no processo, antecipar os detalhes da operação, estabelecer a distribuição de riscos e de ganhos.

Como elaborar um contrato de parceria entre startups

Desde a identificação da parceria até às disposições gerais, cada parte deve ser cuidadosamente debatida por todos os envolvidos.

O ideal é que se busque uma consultoria jurídica para isso. Porém, para passar uma ideia do que pode constar no contrato, vamos antecipar alguns pontos básicos

Identificação: o início do documento especifica o modelo de parceria como “Contrato de Parceria para Venda de Produtos”. Na sequência, as partes envolvidas são detalhadas, incluindo informações como nomes, CNPJ, CPF e endereço.

Objeto da parceria: essa costuma ser a primeira cláusula e se desdobra em parágrafos de detalhamento. Neles são descritas a operação, as intenções, o prazo de contrato, atribuições, direitos e deveres de cada parte. É também necessário incluir uma cláusula abordando custos e condições de pagamento, estabelecendo uma base sólida para a transparência financeira na parceria.

Algumas cláusulas importantes para o contrato de parceria

Cláusulas como exclusividade, não concorrência e sigilo, desempenham papéis vitais na garantia dos interesses dos parceiros. As especificidades de cada uma delas precisa ser discutida pelos parceiros:

Exclusividade: garante que os parceiros não ofereçam serviços a concorrentes, fortalecendo a cooperação e protegendo interesses exclusivos.

Não concorrência: impede que os parceiros atuem em atividades semelhantes, evitando conflitos e preservando nichos de mercado.

Sigilo: estabelece a confidencialidade de informações e dados sensíveis, promovendo a segurança e resguardando propriedade intelectual.

Segurança de dados: dados de clientes e de parceiros são protegidos pela LGPD. Saiba mais sobre a importância da cibersegurança para fechar negócios. 

Direito autoral: define a propriedade de criações, assegurando que a propriedade intelectual seja respeitada e compartilhada de forma justa.

Também é necessário definir o que acontece se uma parte decidir encerrar o contrato ou violar alguma cláusula. Normalmente, isso resulta no pagamento de uma multa.

Cuidado com as Cláusulas Leoninas!

Quando se começa uma parceria, parte-se do princípio da boa-fé das partes. No entanto, é preciso atenção às chamadas cláusulas leoninas ou cláusulas abusivas. 

Elas estabelecem uma relação desproporcional entre as partes e prejudicam a equidade em contratos, comprometendo a integridade e igualdade na parceria.

Case: como Agroclima PRO e Arpac formalizaram a parceria entre startups

A parceria entre Arpac e Agroclima PRO começou em um Dia de Bioparque, quando os membros das startups são levados para conhecer de perto as operações agrícolas e da indústria da Raízen. Logo eles identificaram uma sinergia entre seus negócios e Arpac tornou-se cliente da Agroclima, dando início a uma potente aliança.

A Arpac trabalha com pulverização, que está intrinsecamente ligada às condições meteorológicas, uma vez que chuva e vento podem afetar a efetividade do produto pulverizado. Eles usam o serviço de previsibilidade climática e de janela de pulverização da Agroclima PRO para ajudar neste planejamento.

Leia também: Criar valor com inovação: mas que inovação e que valor? 

Case: monitoramento e inteligência com Cromai e Arpac

Experiências de tecnologia de última geração se unindo para melhores resultados no agro, essa é a parceria entre Cromai e Arpac. Se antes a identificação de daninhas era feita de forma manual, hoje é bem diferente.

A Cromai conta com uma solução tecnológica para identificação georreferenciada de daninhas com inteligência artificial. E como captar todas essas imagens? Com a tecnologia de drones para pulverização da Arpac para mais alcance e eficiência.

Dessa maneira a Arpac diminuiu o SLA de entrega na identificação e a Cromai o processamento de dados. A parceria entre as duas permite maior escala na operação e precisão na decisão de manejo. A conexão foi feita no Pulse, e de início fornecida a Raízen. 

Case: tomando as melhores decisões no campo com InCeres + @Tech

Não é à toa que essa dupla de empresas se conectou, já que ambas começam a se descrever de maneira parecida: ajudam pessoas a tomar melhores decisões nos negócios agro. 

Ambas utilizam inteligência artificial e dados para guiar as estratégias que são mais necessárias aos clientes, que também podem ser indicados entre si. A parceria surgiu do entendimento que as soluções são complementares. Uma olhando para os animais e a outra para o pasto.

A partir disso, estão tentando também desenvolver outras tecnologias para auxiliar o produtor e o pecuarista.  

Dicas para uma parceria saudável entre startups 

Como você pôde ver, parcerias saudáveis e justas são prioridades aqui no Pulse. É por isso que prezamos pelas melhores práticas no relacionamento com startups, especialmente nos projetos de inovação aberta com a Raízen.

Alguns dos nossos aprendizados se estendem para parcerias entre startups:

Alinhamento cultural: conhecer e alinhar as culturas das startups envolvidas evita desgastes durante a operação 

Alinhamento estratégico: ter metas claras do que se espera da parceria e direcionar esforços para alcançá-la, sem comprometer os outros investimentos de cada empresa

Orçamentos: alinhar expectativas financeiras e definir orçamentos – e ter uma verba inicial ou investidor para testes.

Processos Decisórios: estabelecer processos claros para decisões conjuntas.

Consultoria Jurídica: buscar a orientação jurídica para elaborar contratos justos.

Transparência e Confiança: promover transparência na comunicação e operações ajuda a manter um ambiente confiável entre as partes.

Flexibilidade: ser flexível para adaptações conforme a evolução da parceria.

Avaliação contínua: realizar avaliações regulares para ajustes e melhorias.

Em resumo, a construção de parcerias entre startups é uma jornada cheia de desafios, mas repleta de oportunidades. A experiência compartilhada pelo trio Arpac, Taggen e Agroclima é a prova da importância de acordos claros e ambientes colaborativos. 

Ao trilhar o caminho da colaboração, lembre-se: mantenha as coisas transparentes, ajuste-se conforme necessário e, claro, aproveite o impulso extra que um hub como o Pulse pode oferecer. Além de gerar encontros e promover pontes, adoramos impulsionar negócios.

Quer conhecer mais histórias e parcerias made in Pulse? Confira: 6 anos de Pulse: relembre 4 cases de sucesso que marcaram nossa história! 

Principais fontes utilizadas:

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Como a inovação pode ser aliada dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável?

Ao ler Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, pode ser que você não pense imediatamente na ONU, mas deve se lembrar dos quadradinhos coloridos que ilustram cada ODS. 

Esses objetivos fazem parte de um acordo global firmado pelas Nações Unidas. Nele, uma agenda completa com ações pelo bem estar das pessoas e do planeta indica o que pode ser feito por governos, empresas e outros órgãos até 2030. 

A Raízen, por exemplo, é signatária de 15 dos 17 ODS. Entre eles:

2 – Fome zero e agricultura sustentável;

5 – Igualdade de gênero;

6 – Água potável e saneamento;

8 – Trabalho decente e crescimento econômico;

9 – Indústria, inovação e infraestrutura;

10 – Redução das desigualdades;

11 – Cidades e comunidades sustentáveis;

12 – Consumo e produção responsáveis;

13 – Ação contra a mudança global do clima;

15 – Vida terrestre;

16 – Paz, justiça e instituições eficazes;

17 – Parcerias e meios de implementação.

Quer entender como esses conceitos se aplicam em soluções práticas? Continue a leitura e saiba como a inovação é aliada dos ODS na construção de um futuro mais sustentável. 

Leia também – Mobilidade sustentável: exemplos e como promovê-la

Qual a relação entre os cases do Pulse e os ODS?

Dentro do grande e diverso ecossistema de startups parceiras do Pulse, muitas soluções vão de encontro com os ODS. São projetos voltados para a sustentabilidade, a agricultura, energias renováveis, eficiência através da digitalização e por aí vai. 

A Arable, por exemplo, juntamente com a Raízen e o Pulse, está desenvolvendo uma rede de monitoramento para um uso mais consciente de água e pesticidas nas plantações de cana-de-açúcar.

O projeto também tem como objetivo auxiliar os produtores levando técnicas positivas para a lavoura e para o meio ambiente, reduzindo desperdícios. Essa solução vai de encontro com a grande meta da Raízen de contribuir com a transição energética e estimular o uso de bioenergia. 

Neste case, podemos identificar os ODS: 2 – Fome zero e agricultura sustentável, 7 – Energia Acessível e Limpa, 8 – Trabalho decente e crescimento econômico, 9 – Indústria, inovação e infraestrutura e 12 – Consumo e produção responsáveis.

Ainda falando de soluções para a agricultura, o Drop é um case focado no manejo integrado de pragas de solo para fornecedores de cana-de-açúcar. Ele se encaixa em ODSs semelhantes a Arable, com adição do 17 – Parcerias e meio de implementação. 

Vale a leitura – ESG: o novo papel das startups na sociedade

O desenvolvimento social e a equidade de gênero também são urgências da Agenda 2030 e, consequentemente, fazem parte dos ODS. 

Um exemplo da aplicação desses objetivos próximo ao Pulse é a Laboratória, uma plataforma de empoderamento para mulheres por meio da tecnologia. Os programas oferecidos conectam as profissionais às oportunidades de trabalho, formação e diferentes possibilidades no universo tech.

Em parceria da Laboratória com a Raízen, mais de 40 mulheres foram contratadas a partir do programa “Meu primeiro emprego na Raízen Tech”. Também foram formadas turmas com iniciativas parceiras e contratação dos melhores alunos com foco em diversidade, para áreas de tecnologia. 

Nesse caso, vemos os ODS 4 – Educação de qualidade, 5 – Igualdade de gênero e 10 – Redução das desigualdades, gerando transformação social e econômica na prática. 

Conseguiu identificar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável na sua ideia, no seu projeto ou na sua startup? Você pode desenvolver essa solução contando com o impulso do nosso hub. Clique aqui e saiba como fazer parte do Pulse! 

Para colocar qualquer objetivo em prática, é preciso continuar aprendendo. Saiba mais sobre o lifelong learning e porque é tão importante investir em aprendizado no mundo dos negócios.

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6 anos de Pulse: relembre 4 cases de sucesso que marcaram nossa história!

Passou voando como um foguete! O Pulse já tem a idade de uma criança em fase escolar, e por aqui, continuamos aprendendo com cada nova conexão. E foram muitas, cerca de 1200 startups fazem parte da nossa base de dados, onde analisamos ideias, encontramos parceiros e testamos todas as possibilidades.

Mais do que um ecossistema preparado para energizar os negócios que vão moldar o futuro, o Pulse é um ambiente para o desenvolvimento das soluções do agora. Além das oportunidades de negócio com a Raízen, as startups que passam pelo nosso hub encontram espaço para viabilizar suas ideias com liberdade. 

Bora relembrar quem passou por aqui no último ano e agora faz parte dos nossos cases de sucesso? Siga a leitura. 

Da ideia ao piloto, do campo à acessibilidade

Esses são alguns dos destaques do último ano até agora: 

IOTAG: Startup especializada em soluções de conectividade com o objetivo de auxiliar o agronegócio a superar 3 dos seus principais desafios: produzir cada vez mais, em menos tempo e usando menos recursos. 

Para levar mais eficiência para as operações agrícolas da Raízen, a Case IH, marca da CNH Industrial, e a IoTag desenvolveram uma tecnologia que usa Internet das Coisas (IoT) para identificar necessidades de reparo das máquinas.

A solução criada pelas empresas permite coletar dados das máquinas em tempo real e identificar problemas, enquanto uma equipe age paralelamente. Essas informações são úteis para aprimorar decisões importantes e evitar custos de manutenção. 

A ideia já foi mais do que validada e hoje é utilizada em cerca de 200 maquinários. 

Datlo: É uma ferramenta de inteligência em geolocalização que une dados públicos e privados em uma interface amigável, facilitando a visualizações de diferentes níveis.


Com a Raízen, a Datlo participa de 3 iniciativas ao todo. Em combustíveis, apoia o planejamento de postos de combustíveis, auxiliando na compreensão de regiões mais estratégicas para a Raízen.

Em lubrificantes, atua na prospecção comercial junto aos distribuidores, identificando novos clientes em potencial. E em energia, localiza possíveis novas instalações de postos Shell Recharge e Destination.

Arable:  Tendo o Pulse e a Jornada Cultivar, programa da Raízen, como parceiros, a Arable participou do desenvolvimento  do projeto de agricultura digital chamado “Rede de monitoramento para uso eficiente de água e defensivos na produção de cana-de-açúcar”, selecionado pelo Fundo de Impacto Bonsucro.

O projeto busca aumentar a produção sustentável de cana-de-açúcar usando ferramentas inteligentes. Entre os objetivos, a Arable quer ajudar os produtores na gestão da produção de acordo com o clima, considerando os riscos climáticos. 

Reduzir os custos de produção, o desperdício, fortalecer o setor de bioenergia e contribuir para a transição energética também fazem parte das metas do projeto. 

Pessoalize: É especialista em canais digitais, pioneira no atendimento em Libras e está auxiliando a Raízen a tornar a companhia ainda mais acessível para pelo menos 170 funcionários.

A Pessoalize tem fornecido intérpretes de Libras para as lives e treinamentos internos da Raízen, resultando em feedbacks positivos dos colaboradores com deficiência auditiva. A parceria tem sido benéfica tanto para os colaboradores quanto para o ecossistema, demonstrando a importância da inclusão como agente de transformação.

No ano que vem, seu negócio pode estar aqui, fazendo parte da nossa história. Acesse nosso site e traga sua startup para o Pulse

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Cibersegurança: um fator essencial para a startup fechar negócios com grandes empresas

Trabalhar com inovação aberta é bom e a gente ama. Normalmente, a startup entra com uma ideia ou solução, e a grande empresa entra com o espaço, análise e recursos para financiar um piloto antes da implementação. Juntas, as duas empresas criam um produto ou serviço tecnológico que pode promover melhorias para empresa – e ampliar receita e portfólio da startup. 

Mas a relação precisa ser segura para todas as partes.

À medida que as startups se envolvem em parcerias estratégicas com grandes empresas, a segurança de seus ativos digitais e dados torna-se uma prioridade. Um sistema inseguro ou que não atenda às normas da LGPD compromete a confidencialidade de informações e pode ser um empecilho para a continuidade dos negócios.

Para quem está começando, escolher uma estratégia eficiente de segurança digital pode representar um desafio, principalmente para startups com um orçamento modesto. Mas, de acordo com nosso entrevistado, Endrigo Antonini, gerente em cibersegurança da Raízen, os negócios já devem nascer com um plano de respostas a incidentes, desde o dia 1.

Para conhecer as melhores práticas de cibersegurança para startups e como o Pulse auxilia nesse quesito, continue lendo e fique ligado nas dicas do Endrigo. ✍🏽

Quais são os principais desafios de cibersegurança enfrentados pelas startups? 

Antes de mais nada, é preciso considerar o contexto. Anos atrás, negociações envolviam muita papelada, reconhecimento de firma, cópias e mais cópias que podiam acabar em mãos erradas. No caso de golpes, alguns chegavam por ligações suspeitas via telemarketing ou pela clonagem física de cartões de crédito. 

Com o processo de digitalização, em parte acelerado pela pandemia, golpes via redes sociais infelizmente se tornaram cada vez mais comuns. Alguns exemplos são aquelas mensagens suspeitas pedindo PIX, e-mails se passando por bancos, pedidos de confirmação de senhas e outros dados.

Se os desenvolvedores de redes sociais recomendam fortemente a utilização de autenticação de dois fatores para pessoas físicas, imagine o quão imprescindível é ter uma política de segurança sólida para o seu negócio. 

Mas, ao se depararem com os valores dos softwares de cibersegurança ou treinamentos personalizados, muitas startups deixam o assunto para outro momento. Isso porque um dos principais desafios para essas empresas é lidar com o orçamento restrito, portanto, acabam abrindo mão do investimento em ferramentas de proteção. 

Nesse caso, Antonini diz que existem alternativas. Se as soluções surgem dos momentos de necessidade, por que não formular produtos de cibersegurança internamente? Também é possível direcionar fundos para a capacitação intelectual do próprio time nessa área. 

O especialista também aponta para a importância da cultura de segurança. Afinal, se a equipe não está conscientizada e treinada para lidar com situações de risco, erros humanos podem acontecer, informações podem ser vazadas e negócios podem ser comprometidos. O mesmo vale para seus fornecedores:

“A segurança está seguindo um pouco o modus operandi do ESG, estamos entrando na Governança olhando para parceiros e fornecedores e perguntando: como você analisa segurança cibernética? Você tem uma política de segurança? Você tem um processo de resposta-incidente e testa ele, eventualmente? Você tem backup da sua solução?” 

Por falar em negócios comprometidos, muitas vezes o clichê funciona: a pressa é inimiga da perfeição, e da segurança. A vontade de apresentar uma solução para investidores e disponibilizar o produto para os clientes pode deixar seu negócio vulnerável. Por isso, quem passa pelo Pulse recebe orientação para pensar na cibersegurança desde o rascunho. Essa não é só mais uma etapa, mas, sim, uma garantia de estabilidade e confiabilidade diante do mercado. 

Se tratando de confiabilidade e, principalmente, estar dentro da lei, o cumprimento regulatório e o conhecimento da LGPD é imprescindível para a privacidade e segurança da informação. Se dados protegidos vazam, a empresa não somente pode ser multada, mas está cometendo um crime. 

Quais são as melhores práticas em termos de cibersegurança para startups?

Se antes a segurança era vista só como mais uma etapa a ser pensada no final de um projeto, nos últimos anos, o comportamento vem mudando. 

“A gente tem começado a entrar mais no início dessa cadeia, de falar sobre infraestrutura segura, software seguro, a ideação segura. Quais são os requisitos que eu coloco de um sistema para ele abordar segurança? Isso não inviabiliza o produto, justamente o oposto, essa segurança torna o produto possível”, explica Endrigo. 

Para o especialista, o primeiro passo para um negócio começar seguro para si e para os clientes é realizar uma análise de mercado eficiente. Se sua startup criou um aplicativo que lida com pagamentos, vai receber dados de cartão de crédito e informações de pessoas, é preciso compreender qual a regulamentação adequada. 

Conhecendo o que precisa ser protegido e como outras empresas lidam com isso, o negócio pode se preparar para impedir que pessoas mal-intencionadas usem outros comandos para burlar a etapa de login ou acabem usando cartões de créditos de terceiros. 

O mesmo vale para relações com fornecedores, afinal, notas fiscais, endereços, rotas de entrega e outros dados importantes estão disponíveis em um sistema. Para proteger esses dados e evitar que algo possa comprometer a solução ou causar prejuízos, os requisitos de segurança devem fazer parte da startup desde a ideação. 

O que fazer se a empresa não tem um modelo de segurança?

Para os negócios que deixaram a segurança para a última etapa, por uma questão de orçamento ou falta de conhecimento, é possível corrigir. Pode ser que custe mais, pode ser que comprometa outros avanços da startup, mas aderir a um modelo de resposta-incidente é uma questão de sobrevivência.

Essa medida pode ser levada como um exercício de pessimismo: imagine tudo de ruim que pode acontecer com sua empresa. Qual é o cenário mais caótico? Qual é a situação mais grave? O que representaria o fim da sua solução? Não é exagero, é preparação! 


Leia também – De startup inovadora a empresa sólida: como dar o salto

Que tipo de suporte o Pulse dá para a startup no âmbito de segurança digital?

Apesar de não ser caça-fantasmas, o hub de inovação da Raízen tem um rigoroso processo de sprint para orientar em decisões de cibersegurança. Podendo indicar se sua startup está segura ou não.

O Pulse também auxilia os negócios a se prepararem para passar pela criteriosa peneira da Raízen em termos de segurança. Afinal, uma grande empresa de fornecimento de energia precisa ter garantias sobre a confiabilidade de seus parceiros. 

Entre as formas de suporte oferecidas, o time de cibersegurança da Raízen em parceria com o hub aconselha na criação de medidas de segurança, planos de resposta-incidente, verificação dos termos de uso da aplicação, com o objetivo de evoluir a maturidade do negócio. 

Hoje, alguns pilotos podem passar pelo comitê de segurança do Pulse. Essa fase é importante para construir uma visão macro sobre o próprio negócio, estipular prioridades e melhorar os próprios processos. 

Sobre os custos da segurança, Endrigo explica: 

“É possível ter segurança com baixo orçamento tendendo a zero, isso é algo que a gente tem levado para as startups do Pulse. A parte mais cara do processo é o conhecimento das pessoas.” 

Para não esquecer: não é necessário comprar soluções milionárias quando se tem uma postura segura. 

3 dicas indispensáveis do especialista em cibersegurança 

Se o seu negócio ainda é uma ideia no papel, ou a parte de segurança está no final da to-do-list, ainda dá tempo de se adequar e tornar seu negócio mais seguro. Endrigo indica 3 passos indispensáveis para oferecer uma experiência segura para os clientes e passar confiança para possíveis investidores. Confira:

Duplo fator de autenticação ou 2FA: serve para todos os usuários, de funcionários a clientes, para garantir uma camada extra de segurança em todos os níveis. É possível monitorar as tentativas de autenticação bloqueadas ou autorizadas para identificar padrões suspeitos e atividades maliciosas.

Plano de resposta-incidente: é um procedimento detalhado sobre diferentes cenários de insegurança, onde se orienta como lidar com cada um deles passo a passo. Deve incluir um plano de comunicação com todas as partes interessadas, com instruções, nível de prioridade e gravidade, além do possível impacto.

Política de segurança sólida: são regras de uso que consideram possíveis ameaças e orientam sobre o comportamento mais seguro para evitá-las. Deve ser atualizada com frequência para acompanhar a evolução de dispositivos e novas tecnologias. Essa política deve ser conhecida pelos funcionários e fazer parte da cultura de boas práticas. 

Se você tem uma ideia inovadora e quer se transformar em um case de sucesso, traga sua solução – com toda a segurança – para o Pulse! 

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Se está faltando orçamento para cibersegurança, talvez seja o momento de buscar ajuda. No blog, um investidor-anjo mostra o caminho para impulsionar sua startup. 

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Buscando investimento para sua startup? Este texto é para você.

Você e um grupo de colegas têm uma ideia de solução para um problema do mercado? Esse pode ser o primeiro passo para começar uma startup. Mas o caminho que leva à concretização desse sonho exige uma caminhada muito mais longa, é claro. 

Entender o problema, pesquisar o mercado, desenhar a solução, montar um time, apresentar o conceito inicial, buscar recursos e clientes, lançar o produto ou serviço são algumas das etapas envolvidas para colocar a ideia em prática. 

Idas e vindas, erros e aprendizados fazem parte do processo, claro.

Neste artigo, vamos trazer dicas para quem começou essa jornada há pouco tempo e quer saber a hora certa de buscar investidores. Aliás, será que precisa? Para entender mais, conversamos com Orlando Cintra, fundador e CEO da BR Angels (Grupo de Investimento Anjo formado por CEOs e empreendedores). Continue a leitura para dicas quentes. Vamos nessa?

Autoconhecimento: em que fase está sua startup? Já está na hora de buscar investimentos? Como?

Conforme amadurece em cada etapa, o negócio atinge uma nova fase de desenvolvimento, e novos passos são necessários. Eventualmente, algum dinheiro também. Quando é o momento de buscar investidores? Aliás, o investimento externo é sempre necessário?

Para responder a essas perguntas, é essencial saber em que estágio sua empresa está. 

A startup ainda é só uma ideia num arquivo .ppt? Podemos dizer que está em fase pré-operacional

Nesta fase, a startup está focada em testar e refinar seu modelo de negócio, avaliar a demanda pelo produto ou serviço que oferece, identificar potenciais clientes e parceiros e desenvolver um plano estratégico para o lançamento oficial. 

A empresa já desenvolveu um mínimo produto viável (MVP) e está validando o modelo de negócio? Bem-vinda ao early stage. 

Aqui, o foco é testar suas hipóteses, ouvir o feedback dos clientes e ajustar sua abordagem conforme os resultados iniciais. Algumas mudanças de direção podem ser necessárias até chegar no modelo que funciona para sua empresa e resolver o problema do seu cliente.

Já provou que o negócio é viável? Prepare-se para o growth stage.

O growth stage ocorre quando a startup já tem uma base de clientes e receita mais estáveis e se prepara para expandir. Talvez seja o momento de aumentar o time. Vale começar a estudar novos mercados para ampliar sua presença, além de aprimorar ainda mais seu produto.

Para se aprofundar – 4 tipos de inovação para aplicar na sua startup

Ok, mas quando é o momento da startup buscar investidores?

Isso pode acontecer desde o early stage. Na maioria das vezes, tirar a ideia do papel e criar o protótipo de um produto custa caro. Além disso, encontrar clientes e desenvolver modelos de negócio viáveis requer conhecimento, prática e contatos. 

Muita gente, quando fala capital, pensa só em injetar dinheiro. Não é só isso, pode ser um capital intelectual também. E aí entra o smart money. Essa parte do smart é exatamente o capital intelectual, abertura de portas, mentoria. Isso é um capital que vale muitas vezes muito mais do que o dinheiro”, explica o investidor Orlando Cintra.

Mas o próprio fundador da BR Angels alerta: antes de buscar investimentos é preciso entender o momento e a necessidade da startup. 

O dinheiro não cai do céu. Nem anjo dá dinheiro de graça.

No começo, quando a startup não tem condições de se autofinanciar ou precisa de mais experiência e abertura no mercado, o investimento anjo pode ser uma solução. 

Da mesma forma, quando ela já está tracionando e o negócio está dando certo, pode precisar de investimento para dar um salto. Afinal, a velocidade da expansão pode ser crucial para não perder fatias de mercado para a concorrência. 

Em troca de investimento, a startup oferece parte do seu cap table e equity, ou seja, uma participação acionária.

Esse é o bem mais precioso que a startup tem. Por isso, antes de buscar investidores, pergunte-se:

  • O investimento externo é essencial para a minha estratégia de negócio?
  • Vale a pena trocar parte do meu cap table e equity por esse investimento?
  • Tenho clareza do que pretendo fazer com esse capital?

Se ainda há dúvidas, talvez seja o caso de esperar. A jornada de venture capital não é uma fase obrigatória para todas as startups.

 “A pior besteira que uma startup pode fazer é pegar dinheiro por pegar. Eu já vi startups pegando dinheiro e depois não usar. Você trocou equity por dinheiro, e ficou com o dinheiro parado? É muito caro! Depois você não recompra isso. O investidor espera lucratividade. Se ele entrou por cinco, ele espera sair por cinquenta, por dez, por quinze, por um múltiplo maior”, explica Cintra

Agora, se a resposta foi sim, contar com investidores-anjo pode ser a melhor forma de dar corpo a startup e ganhar mais mercado. Mas como conquistá-los? 

Conforme Orlando Cintra, fundador e CEO da BR Angels, é essencial ter brilho nos olhos pela solução proposta. “Mostrar competência e saber trabalhar em time também são características que complementam esse empreendedor”. 

Como as startups podem conquistar a atenção de investidores-anjo?

Brilho no olho e vontade de fazer acontecer são essenciais para conquistar investidores, avisa Cintra. É essa paixão pelo que faz que vai direcionar os esforços e movimentos para a empresa ter sucesso. Não dá pra chegar desestimulado ou cansado, né?

Mas é claro que vontade não é o único combustível necessário para uma startup decolar. Confira cinco pontos que a BR Angels observa na startup:

  • A startup oferece uma solução inovadora para um problema real, não é uma solução procurando um problema. Ou seja, existe interesse do mercado.
  • Relacionado ao ponto anterior, já existe um plano de negócios estruturado: que problema sua empresa resolve e como ela faz isso?
  • Tem um time empreendedor comprometido, ético e engajado, com energia para voar alto.
  • Apresenta estratégia e capacidade de ação: o que o time já faz ou fez antes e onde pretende estar daqui a 3 anos?
  • Busque aprender com sucessos e fracassos de outras empresas. Isso pode acontecer em eventos e leituras, mas também em conversas diretas. Que tal chamar outros empreendedores para tomar um café?

Ambiente de hub, incubadoras, aceleradoras e eventos em geral são propícios para gerar aprendizado e aumentar a visibilidade da startup. Esse é o famoso networking. 

Aproveite bem as oportunidades. Os investidores valorizam quem sabe ouvir e está aberto às trocas – não somente as financeiras. Esteja preparado para responder a perguntas difíceis e fornecer informações detalhadas sobre o negócio.

O networking também ajuda a criar conexões com investidores. Por exemplo, se uma startup já tem o aval de um hub de inovação como o Pulse, isso já é um bom indicativo para o investidor de que ela está sendo vista pelo mercado. 

Além disso, mostra que ela está em contato com outros atores de inovação que ampliam sua visão de negócios. Tudo isso pode ajudar a acelerar etapas, gerar parcerias e coinvestimentos. 

Conselhos finais para empreendedores que estão começando suas próprias startups

Pela visão de Orlando Cintra, o empreendedor deve procurar alguém que já teve sucesso no negócio em que ele está apostando para entender a jornada, aprender e se inspirar. O mesmo deve ser feito olhando para alguém que fracassou nesse mesmo segmento, para analisar o que aconteceu e não repetir os mesmos erros. 

Também é importante definir metas possíveis, se adaptar diante dos imprevistos, encarar os novos desafios e aceitar que às vezes é necessário reavaliar sua estratégia. Esteja preparado para o trabalho árduo, pois empreender exige dedicação e persistência. 

Com determinação, resiliência e criatividade, seu foguete tem tudo para decolar! 

O primeiro passo foi dado, mas o que vem a seguir? Saiba como dar o salto necessário para sua startup inovadora se tornar uma empresa sólida.

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Inovação em energia: parcerias são peça-chave

Artigo redigido em colaboração com Danilo Leite, Head de Inovação na área de energia da Raízen.

Qual é sua relação com a energia no cotidiano? A maioria das pessoas tem uma relação passiva: consome e paga a conta, abastece o carro e segue viagem. É como se a energia estivesse sempre ali e da mesma forma ‒ a um toque de interruptor, um girar de chave, um plugue na tomada ou, mais recentemente, um comando para a Alexa.

Mas a inovação em energia não parou na forma de acender a luz, nem na invenção do LED. Muito menos na invenção da lâmpada por Thomas Edison ou no primeiro carro a gasolina de Karl Benz. 

Tudo isso faz parte de uma história que remonta à própria história da modernidade e chega até a Grécia Antiga. Aliás, gratidão eterna a Tales de Mileto, Alessandro Volta e todos os outros. Cada descoberta serve como combustível para as seguintes. Assim, a história da inovação em energia e eletricidade continua sendo escrita agora. 

E é sobre inovações do presente e para o futuro que vamos falar neste artigo. 

É para que a energia chegue às residências, automóveis e indústrias de forma cada vez mais eficiente, segura e sustentável que se busca inovação sempre. Não é à toa que o mote da Raízen é “redefinindo o futuro da energia”, e que o Pulse é aliado nessa jornada. Vamos entender mais?

Tendências da inovação em energia

A inovação em energia acontece em diferentes pontos da cadeia produtiva: nas fontes e métodos de geração, formas de armazenamento, distribuição, comercialização e modelos de negócio em geral.

Em todas essas etapas é possível visualizar tendências macros de inovação, e elas podem ser sintetizadas em 3 Ds e um E:

Descarbonização, Digitalização, Descentralização e Eletrificação. A seguir, vamos abordar um pouco mais sobre cada um desses movimentos.

Descarbonização do mercado de energia

A descarbonização é uma necessidade global, e o mercado de energia é parte central nesse processo. Essa tendência é impulsionada pela crescente preocupação com as mudanças climáticas e a necessidade de reduzir as emissões de gases de efeito estufa (GEE), especialmente o dióxido de carbono (CO₂).

O principal ponto em relação à geração de energia é a transição gradual de fontes fósseis, como carvão e petróleo (não renováveis e altamente emissoras de CO₂) para fontes renováveis e mais limpas. Aqui entram iniciativas variadas para melhor aproveitamento da energia solar, eólica, hidrelétrica e de biomassa.

Além de pensar a matéria-prima, a inovação voltada à descarbonização envolve pensar processos mais limpos e com menor impacto ambiental. No caso da geração de energia limpa, é preciso pensar se o transporte de materiais ou de combustíveis, o tipo de estocagem, as vias de abastecimento e a transformação do entorno seguem o mesmo padrão sustentável. 

Podemos usar uma usina hidrelétrica como exemplo para avaliar esses fatores. A energia produzida é renovável, mas a construção de grandes usinas depende do alagamento de áreas amplas. Além do deslocamento da população que vivia ali, existe ainda o risco de desequilíbrio ambiental. 

Outro fator é a distribuição dessa energia, considerando que as usinas são construídas em locais mais afastados justamente pela complexidade da estrutura. Qual é a matriz energética utilizada nesse deslocamento? É igualmente renovável ou emite GEEs? Por isso, o processo de descarbonização precisa ser pensado de maneira sistêmica ‒ e é aí que surge o outro D, o de descentralização. 

Descentralização

Tanto em inovação quanto em produção de energia, descentralizar é distribuir recursos de forma mais ampla, diferentemente do sistema centralizado habitual. 

Quando aplicada à produção de energia, a descentralização ocorre quando várias pequenas usinas hidrelétricas, plantas solares e outras matrizes estão posicionadas em diferentes locais, mais próximas do consumo final. Como resultado, é possível reduzir as perdas de transmissão acarretadas pelas longas distâncias, além de diminuir a necessidade de investimento em infraestrutura de grande escala. 

Descentralizar a geração de energia também estimula o uso de recursos locais, reduzindo a dependência de fontes externas e minimizando o impacto ambiental associado ao transporte. A redução das emissões de GEEs não se limita ao deslocamento, já que, com mais opções de fontes renováveis perto do consumidor, cresce o uso e procura por energia solar, hidrelétrica e de biomassa.

Digitalização

A digitalização aumentou o nível de exigência dos consumidores em relação a diferentes setores e, com o consumo de energia, não é diferente. Hoje já é possível monitorar consumo, eficiência energética e capacidade de distribuição com IoT (internet das coisas) ao nível empresarial. Mas, quando se trata da contratação de energia residencial, ainda falta democratização. 

Para democratizar, é necessário reduzir custos de produção sem perder eficiência. Nesse caso, ser eficiente é gerar energia a curto prazo e converter energia gerada em energia consumida. Com a digitalização, é possível identificar desperdícios e pensar em soluções de consumo mais assertivas. 

Quando o consumo é de grande porte, já existem medidores inteligentes e outras ferramentas. A startup CUBi, por exemplo, usa IoT para facilitar a telemetria da produção e consumo de energia, o que permite à Raízen oferecer aos clientes maior previsibilidade e otimização de suas operações.

Digitalizar tem ainda um papel fundamental na integração de fontes renováveis à rede elétrica. Sistemas de geração de energia solar e eólica podem ser monitorados e controlados, permitindo uma melhor previsão de produção e ajustes na distribuição de energia, o que garante maior eficiência na gestão dos recursos energéticos.

Eletrificação

Eletrificar uma cadeia ou um sistema já existente impulsiona o desenvolvimento de novas tecnologias, produtos e serviços relacionados a geração, armazenamento e uso da eletricidade.

A frota de carros elétricos é um exemplo concreto desse desenvolvimento, já que o uso desses modelos influenciou no aumento de postos de recarga distribuídos pelo país. Ela se tornou uma exigência dos próprios consumidores, dando abertura para um novo negócio a partir da eletrificação. 

A mesma tecnologia tem sido usada para veículos de grande porte. Exemplo disso são os caminhões elétricos que começam a ser usados para o abastecimento de aviões em aeroportos, diminuindo as emissões de GEEs no setor. 

Mas, para que a eletrificação realmente tenha impactos ambientais positivos nesse sistema, a fonte energética precisa ser verdadeiramente limpa e renovável. Os eletropostos Shell Recharge da Raízen, por exemplo, são abastecidos com energia com certificado IREC ‒ International Renewable Energy Certificate (Certificado Internacional de Energia Renovável, em tradução livre). 

Nasce então uma nova unidade de negócios da Raízen, a Raízen Power. O objetivo da marca é simplificar a contratação de energia elétrica renovável em diferentes níveis, dando mais liberdade também para o consumidor pessoa física. 

Assim como as pessoas já escolhem serviços de streaming, planos de internet e outros serviços, a Raízen Power se prepara para a migração dos consumidores para o Ambiente de Contratação Livre (ACL), possibilitando um consumo mais sustentável. 

Conheça https://raizenpower.com.br

Inovações em cada ponto da cadeia

Pensar em inovação no setor de energia vai além do que acontece dentro de uma usina. É preciso continuar buscando por soluções eficientes e sustentáveis, acompanhando tendências e estudando a viabilidade das novidades que surgem. Afinal, uma tecnologia que está sendo desenvolvida para outros mercados pode não se aplicar à cadeia produtiva brasileira. 

A produção de energia no país, por exemplo, já é majoritariamente renovável, portanto, não enfrentamos os mesmos desafios dos países europeus ainda dependentes de carvão. 

Ainda é necessário investir em distribuição mais descentralizada, como mencionamos anteriormente, levando opções de abastecimento diferentes para mais perto do consumidor final. 

Para o armazenamento de energia existem alternativas ao uso de baterias sendo estudadas e produzidas em todo o mundo. 

Na comercialização de energia, o mercado brasileiro está se encaminhando para negociações mais livres, mas já existem modelos de geração distribuída e de venda de excedentes. 

Com essa transformação, o impacto também é sentido no consumo, já que as pessoas passam a buscar aparelhos mais eficientes, econômicos e de menor manutenção. 

Dentro da cadeia de produção de energia, há sempre espaço para quem tem ideias transformadoras. O Pulse está sempre em busca de startups para se juntar ao nosso hub de inovação e desenvolver novas tecnologias com aplicações que vão do campo ao posto. 

Traga sua startup para o Pulse

Entre tantas inovações, como direcionar esforços? 

Já ouviu aquela expressão sobre escolher em quais batalhas vale a pena entrar? No cenário de inovação não é diferente. Uma grande empresa em busca de soluções ou diversificação de portfólio precisa pontuar diferentes fatores na hora de definir seus investimentos em inovação.

Por exemplo: como essa inovação agrega valor ao cliente? Qual é o custo de produção e implementação? Qual é o potencial de escalabilidade dessa ideia?

No caminho da inovação, investimentos, tentativas, erros e acertos, surgem as parcerias. Afinal, uma empresa não precisa criar tudo do zero ou fazer tudo sozinha.

A Raízen aposta nessa via de trabalho em conjunto. Assim, em conjunto, a Diel, que reduz o consumo elétrico de sistemas de ar condicionado, soma à sua solução a energia mais limpa e econômica da Raízen Power; a Cubi que monitora consumo e produção de energia, permite um cálculo mais preciso para a Raízen direcionar sua produção; a Heineken, além de usar eletricidade renovável da Raízen na fábrica, oferece também essa possibilidade para bares e restaurantes que vendem seus produtos. 

Conheça mais startups que já atuam em parceria com o Pulse

Da mesma forma, startups que atuam em diferentes pontos da cadeia de energia podem contar com o Pulse para conectar suas soluções às demandas da Raízen. 

Com cases que utilizam IoT, inteligências artificiais, big data, drones e mais, estamos construindo juntos um novo ambiente de negócios, visando eficiência, inovação e sustentabilidade para um futuro energizado.

Se a busca por soluções inovadoras em energia não param de acontecer, como estipular o valor de cada inovação no setor? Saiba criar valor com inovação e entenda que valor é esse. 

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Metodologias ágeis: como elas podem ajudar sua startup

Artigo redigido em colaboração com Luis Henrique de Rossi, coordenador de inovação digital e gestor do LACE, na Raízen.

Aumentar a eficiência, fazer entregas que agregam valor ao cliente e rentabilizar seus negócios estão entre os objetivos de qualquer empresa. Mas como chegar a esses resultados? E mais: como melhorá-los continuamente?

As metodologias ágeis oferecem caminhos para chegar lá de forma mais rápida do que os métodos tradicionais. Porém, não se engane: não se trata de pisar no acelerador a qualquer custo, mas de incluir paradas e pequenas entregas a cada etapa e recalcular rotas sempre que necessário. 

Existem diferentes ferramentas dentro das metodologias ágeis para organizar essas paradas, as entregas, o feedback e a comunicação. 

Ao longo deste artigo, vamos apresentar as principais delas, contar um pouco da sua aplicação na Raízen e dar dicas de como escolher a que melhor se adapta a cada projeto. 

Vamos saber mais? Boa leitura!

Para começo de conversa: o que são as metodologias ágeis?

Metodologias ágeis são um conjunto de práticas com o objetivo de entregar valor ao cliente de forma mais rápida e constante.

Elas surgiram na década de 1990, no mercado de sistemas da informação e de desenvolvimento de software. Era uma resposta aos processos longos, burocráticos e rígidos vigentes na época (e ainda presente em muitas empresas).

Além da agilidade presente no nome, a flexibilidade e a colaboração estão entre as principais características.

Como funciona uma metodologia ágil

Ao invés de seguir um plano detalhado desde o início do projeto, a equipe adepta da agilidade trabalha em ciclos curtos. Com isso, a equipe consegue entregar um conjunto de funcionalidades prontas para serem testadas e utilizadas. 

Ciclos curtos são períodos delimitados para realização de um trabalho planejado. Não deve ser menor que uma semana, para que haja tempo suficiente para construção de algo útil, nem maior que um mês para que não se demore em realizar novos lançamentos para o mercado.

Para acontecer na prática, as metodologias ágeis prezam pela comunicação e colaboração entre os membros da equipe e com o cliente. 

A divisão em etapas e a comunicação constante permitem que sejam feitos ajustes de rota ao longo do caminho. Dessa forma, é possível adaptar o que está sendo construído às necessidades do cliente e às mudanças conjunturais que aconteçam. 

Mais alguém se lembrou da pandemia de 2020? Ali, todo mundo precisou se adaptar, e muitos daqueles que ainda não conheciam as metodologias ágeis encontraram nelas uma forma de se reinventar.

Quais são as metodologias ágeis mais utilizadas?

Entre as metodologias ágeis mais utilizadas, podemos citar o Scrum e o Kanban. Como você verá mais adiante, cada uma delas tem suas particularidades, mas todas compartilham a mesma ideia central: entregar valor de forma iterativa e incremental.

Parte da fama do Scrum se deve ao sucesso do livro A arte de fazer o dobro de trabalho na metade do tempo, de Jeff e J.J Sutherland. Afinal, todos querem ser produtivos! É um método mais prescritivo, que diz exatamente o que tem que acontecer em cada sprint (ciclo). Pode não ser ideal para todos os projetos, mas é uma boa ferramenta para lançamentos em ciclos curtos. 

Já o método Kanban, muitas vezes confundido com o mero uso de um quadro com post-its, é muito mais que isso. Ele é uma forma de visualizar a distribuição do trabalho: o que pode ser feito paralelamente, quais tarefas precisam ser feitas em sequência, bem como o status de cada tarefa. 

4 metodologias ágeis para conhecer

Scrum: o Scrum se concentra em entregas frequentes e incrementais, trabalhando em ciclos de desenvolvimento curtos, chamados de sprints. A equipe de desenvolvimento é dividida em três papéis principais: Product Owner, Scrum Master e equipe de desenvolvimento. O Product Owner é responsável por gerenciar o backlog do produto, o Scrum Master garante que o processo seja seguido e a equipe de desenvolvimento é responsável por realizar as tarefas necessárias para entregar as funcionalidades do produto.

Kanban: O Kanban tem como objetivo principal visualizar o fluxo de trabalho e maximizar a eficiência da equipe. Ele se concentra em limitar a quantidade de trabalho em progresso e em minimizar o tempo de espera entre as tarefas. O processo é gerenciado em um quadro Kanban, que mostra o status de cada tarefa em tempo real. A equipe pode se adaptar rapidamente às mudanças, já que o processo é altamente flexível.

XP (Extreme Programming): o XP se concentra em práticas de desenvolvimento de software de alta qualidade, como programação em par, testes automatizados, refatoração constante e integração contínua. Ele tem como objetivo principal fornecer um produto final de alta qualidade, com foco em colaboração, simplicidade e feedback constante.

Crystal: o Crystal é uma família de metodologias ágeis que se concentra em adaptação às necessidades específicas do projeto. Ele se baseia em princípios de comunicação, reflexão e melhoria constante. O Crystal é dividido em quatro cores, cada uma com suas próprias práticas e características: Crystal Clear, Crystal Yellow, Crystal Orange e Crystal Red. A escolha da cor depende do tamanho do projeto e da complexidade envolvida.

Como escolher a melhor metodologia para cada situação?

Apesar de eficazes, nem sempre as metodologias ágeis serão a melhor opção para um projeto.

Afinal, para implementar um projeto ágil, é preciso um time integrado e engajado. A formação desse time pode demorar um tempo para atingir sua melhor performance, como demonstra a curva de Tuckman. Por isso, é fundamental avaliar o tipo de desafio a ser resolvido para decidir quando vale a pena esse esforço. Uma boa forma de ajudar na tomada de decisão sobre o melhor método a seguir, é seguir um framework chamado Cynefin. 

O Cynefin é um modelo conceitual desenvolvido por Dave Snowden para ajudar as pessoas a entenderem melhor a natureza dos problemas que enfrentam e a tomarem melhores decisões. 

Ele se concentra em quatro domínios ou contextos: simples, complicado, complexo e caótico. Cada domínio requer diferentes abordagens e ferramentas para serem resolvidos de forma eficaz.

Se o contexto é um problema simples e bem compreendido, as boas práticas e um bom roteiro de atendimento tradicional são suficientes para resolver.

Um contexto complicado é aquele mais difícil, que envolve etapas, mas que o caminho da solução já é conhecido. Não é preciso explorar ou descobrir, só é preciso construir. E isso pode ser feito a partir das boas práticas de um desenvolvimento de projeto tradicional, também chamado de projeto cascata. Nesses casos, o Kanban também ajuda a visualizar as tarefas e etapas.

Já num contexto complexo ou caótico, temos algo novo, em que é preciso explorar e testar com o cliente. Nesse caso, os sprints do Scrum ou do Crystal ajudam a criar etapas. Esses métodos otimizam a adaptação e comunicação, ajudando a equipe a lidar com o ambiente em constante mudança.

Nesses casos, o primeiro desafio é decifrar qual é o valor que o cliente espera. Pelo que ele está disposto a pagar? O que posso agregar na vida dele? Aqui é importante lançar uma versão, sentir o feedback do cliente, lançar uma nova versão, sentir de novo o feedback, entrevistar para ver se a equipe está indo na mesma direção do cliente. 

Por exemplo: se o cliente não está usando um recurso lançado em MVP (mínimo produto viável), que é uma versão mais simples daquela ferramenta, pode ser o caso de abandonar, ou pivotar, para não escalar algo que não tem adesão. 

Entregas faseadas

A principal mudança de pensamento é escutar o público, desenvolver coisas pequenas em um prazo curto. Assim dá para testar se aquilo realmente funciona, em vez de fazer grandes desenvolvimentos para só no fim de tudo avaliar os resultados.

Por exemplo, em vez de lançar apenas três ou quatro versões de um sistema por ano, é recomendável lançar versões mais curtas, uma vez por mês, ou até mesmo numa frequência maior. Com isso, consegue-se medir melhor o impacto de cada atualização. 

Como identificar a necessidade do cliente?

No início da adesão às metodologias ágeis, as entrevistas individuais com o cliente são a principal forma de coletar informações. Com a evolução da agilidade, a empresa pode adotar técnicas mais modernas, como análise de dados, pesquisas quantitativas e qualitativas. 

A Raízen conta com um time de Data Analytics que gera insights importantes para melhorias.

Independentemente da estrutura, é fundamental que a equipe consiga responder a perguntas como estas:

  • O que a gente quer construir?
  • Qual é o objetivo dessa construção?
  • O que a gente espera reduzir ou aumentar?
  • Como vamos monitorar se teve efeito ou não?

 A conversa com o cliente ajuda a responder essas perguntas. A partir daí, o time produz uma documentação enxuta, restrita ao tema, e desenvolve, lança e mensura se o resultado foi atingido.

Dicas para implementar metodologias ágeis na sua startup

Gostou de saber sobre metodologias ágeis, mas ainda está em dúvida de como aplicar na sua empresa? Reunimos 6 dicas para ajudar:

  1. Estude o tema: existem livros, cursos (pagos e gratuitos), podcasts e canais no YouTube que ajudam a entrar nesse universo. Além disso, busque comunidades e fóruns sobre o tema, pois a troca de experiências ajuda muito a visualizar caminhos
  2. Engaje a equipe: é importante que o time conheça o propósito e os objetivos macros da sua empresa, bem como os objetivos das metodologias. Assim, cada colaborador consegue entender o porquê de cada tarefa, das reuniões, das trocas, e passa a ser mais ativo e propositivo em cada passo. Além disso, criar um ambiente colaborativo é essencial.
  3. Não tente implementar tudo de uma só vez: parar tudo para reestruturar todo o método de trabalho levaria tempo e seria difícil de rentabilizar de imediato. Em vez disso, vale ir pouco a pouco. Como eu posso escutar mais o meu cliente? Como fazer lançamentos em ciclos mais curtos? Como fazer meu time trabalhar com mais autonomia, mais em conjunto?
  4. Tenha um feedback constante: as metodologias ágeis são baseadas em feedback constante. Aqui é importante tanto o feedback do cliente quanto o da própria equipe. É a partir dessa coleta que serão gerados os insights de melhoria. Então, certifique-se de que a equipe esteja sempre se comunicando e recebendo essas respostas para melhorar continuamente.
  5. Mantenha a transparência: a transparência é essencial em metodologias ágeis. Certifique-se de que a equipe esteja sempre atualizada sobre o progresso e os obstáculos encontrados.
  6. Adapte-se às mudanças: as metodologias ágeis são flexíveis e adaptáveis. Esteja disposto a mudar as táticas e processos, se necessário, para atingir os objetivos do projeto.

Lembre-se, a implementação de metodologias ágeis é um processo contínuo e evolutivo. Com o tempo, a equipe pode descobrir o que funciona melhor para o projeto e ajustar as práticas conforme as necessidades. Com dedicação e comprometimento, a sua startup pode colher os benefícios de uma abordagem ágil.

Metodologias ágeis no dia a dia da Raízen

Além de contar com processos robustos e muito bem estruturados, hoje a Raízen também vê os benefícios de incluir as metodologias ágeis em algumas áreas. 

Prova disso é a criação de um setor dedicado para dar agilidade às inovações da Raízen: o Lean Agile Center of Excellence (Lace). 

Os primeiros testes de metodologia ágil ocorreram num piloto com um fornecedor e num produto muito importante, o CS online, responsável pela venda de combustíveis aos postos.

Uma das primeiras missões era melhorar o sistema de abertura de chamados. Numa entrevista, um cliente, dono de posto, mencionou que seria bom se houvesse um chat. O curioso é que o chat já existia, mas o botão não estava na área em que as pessoas normalmente procuram.

A solução era simples, e o resultado foi visível. Ao passar o ícone de abertura do chat para baixo, o volume de pessoas que utilizavam o recurso aumentou bastante.

Nas duas ocasiões, ao trazer os clientes mais para perto, foi possível chegar a resultados muito bons. Hoje, o time atua em diversas áreas de negócio, auxiliando na adoção das metodologias ágeis e consequentemente, na melhor entrega aos clientes.

Além das metodologias ágeis, novas ferramentas de Inteligência Artificial podem ajudar a otimizar e acelerar processos. Confira: Como fazer da Inteligência Artificial (IA) uma aliada da sua startup

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